EDITORIAL: a segunda etapa do colóquio 2010

A segunda sessão do Colóquio 2010 foi realizada em 20/08, conforme a programação já exposta e teve a presença de representantes dos movimentos sociais, professores, sindicalistas, estudantes do ensino fundamental, médio e universitário. Protocolo este a cargo do Presidente do Diretório Acadêmico América Latina Livre, acadêmico Arthur Bispo e da Profa. Márcia M. Barilli. A organização do protocolo e da abertura cultural foi dos profs. Maurício Silva e Ingrid Garbin. As apresentações culturais foram endereças AOS LUTADORES, através de tributo à MERCEDES SOSA e PROTÁSIO PRATES, com a apresentação das músicas: Los Hermanos, Solo Le pido a Diós, com voz de Solange Schmidt e guitarra de Tiago de Moura; e o Hino da Internacional Socialista, cantado pelos presentes. A palestra da noite foi da Profa. Maria Luísa Castro Smieleculski, do 38º. Núcleo do Cpers/Sindicato que abordou o tema “Lições do Rio Grande”. A coordenação dos trabalhos esteve a cargo do Prof. Orlando Marcelino da Silva Filho, tendo como moderadora a Profa. Meibe Ribeiro, representando a direção estadual do CPERS/SINDICATO. A Direção do 70 Núcleo foi representada pela sua Diretora Geral, Profa. Terezinha Bullé da Silva, a qual também usou a palavra para relatar os trabalhos e estudos do núcleo acerca dos temas que vêem sendo abordados no colóquio.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tributo a Mercedes Sosa 20/08/2010

NOTÍCIAS DO COLÓQUIO 2010

O XII COLÓQUIO NACIONAL E X INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR que vem se realizando em PASSO FUNDO tem se mostrado como um exemplo de evento comprometido com a sociedade, pois suas manifestações culturais, além de apresentar pessoas da terra, em trabalhos artísticos, também tem oportunizado o debate de questões atuais, abrangentes e desafiadoras com relação à educação. Na tarde do dia 20 o palestrante foi o professor Gilberto Sousa, da APEOESP – São Paulo, que falou sobre a precarização da educação no país. Na noite do dia 20 o tema o espaço temático foi ocupado por movimentos sociais e populares, que denunciaram as dificuldades que passam em função das lutas sociais que abraçam. Manifestaram-se representes: do MST, dos Quilombolas, dos Estudantes e do Cpers/Sindicato. No dia 21 foi aberto um espaço para os candidatos a governador do RS e dos candidatos a presidente da República. Estiveram presentes o candidato a governador pelo PSTU, professor Júlio Flores, a representante do candidato Zé Maria, do PSTU, professora Andréa Ortiz e a representante do candidato a governador Pedro Ruas, do PSOL e do candidato a presidente Plínio de Arruda Sampaio, professora Neiva Lazarotto. A Coordenação do colóquio enviou convite a todos os candidatos, mas os demais não compareceram nem mandaram representantes, o que deixou um desagrado bastante grande no público presente. Na noite do dia 22 o tema foi “Educação Popular no contexto globalizado” com a presença de dois ilustres professores dedicados à educação popular: Dr. Balduíno Andreola e Dr. Wilson Aragão. Dr. Balduino Antonio Andreola Formação: Licenciatura em Filosofia (Faculdade N. S. Medianeira – S. Paulo); Bacharel em Teologia (Viterbo – Itália); Mestrado em Educação (UFRGS – Porto Alegre); Doutorado em Ciências da Educação (Universidade Católica de Lovaina - Bélgica). Professor Titular aposentado da UFRGS. Atualmente: Professor no Mestrado em Educação do UNILASALLE – Canoas/ RS. Áreas de atuação (ensino, pesquisa e extensão): Filosofia da Educação, Educação Popular e Movimentos Sociais, Educação do Campo. Tese de Doutorado: Emmanuel Mounier e Paulo Freire: Uma Pedagogia da Pessoa e da Comunidade. A ABORDAGEM DO DR. BALDUÍNO SE DEU EM RELATO DE SUA PARTICIPAÇÃO, de 16 a 19 de setembro deste ano (2010), VII Colóquio Internacional Paulo Freire, em Recife, comemorando o Cinquentenário da criação do Movimento de Cultura Popular – MCP do Recife. Em nível de Brasil, segundo o professor Balduíno, foi um dos quatro movimentos mais importantes que precederam o golpe de 64. Em dimensões latino-americanas, considera que houve um processo histórico de largo alcance, de libertação dos povos do continente, violentamente reprimido pelos vários regimes militares, com o respaldo do imperialismo americano. Este processo continental teve suas expressões teórico-metodológicas na Teologia, na Filosofia, na Pedagogia da Libertação e num leque imenso de produção, tanto na práxis quanto na teoria, abrangido sob o título de Educação Popular. Restringindo-nos à influência de Freire, a partir do exílio no Chile, de 1 ano nos Estados Unidos e 10 anos no Conselho Mundial de Igrejas – CMI, sua obra adquiriu dimensão universal. Basta lembrar que o Cronograma de seus compromissos, a partir do CMI, registra mais de 150 viagens internacionais. Isto nos dá uma ideia, certamente não completa, das perspectivas globalizadas da Educação Popular. Um registro importante: durante os 10 anos do CMI, a opção principal de Freire foi de ajudar os povos de vários países africanos, que haviam proclamado sua independência, a organizarem sua educação. Balduíno afirma que hoje a Educação Popular está, mais do que no período anterior aos regimes autoritários, ligada intimamente aos movimentos populares, o Fórum Social Mundial, completando neste ano uma década de atuação, nos dá também uma ideia da dimensão planetária ou globalizada da Educação Popular. DR. WILSON HONORATO ARAGÃO Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal da Paraíba (1980), Mestrado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (1994) e Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2002). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade Federal da Paraíba, Vice-Diretor do Centro de Educação, Coordenador da Escola de Gestores/MEC e Líder do grupo de pesquisa Exclusão, Inclusão e Diversidade. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Políticas Públicas, Politicas de Ações Afirmativas, Movimentos Sociais, atuando nos seguintes temas: Educação, Mercado de Trabalho, Política de Formação de Professores, Gestão Educacional, Educação a Distância, Educação Física e História e Cultura Afro-brasileira. Foi, também, membro do Comitê Brasileiro de Anistia em 1978 até 1980; Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em 1984 a 1988; e de 1989 a 1994 foi presidente da CUT Paraíba. A ABORDAGEM DO DR. ARAGÃO ABRANGEU TRÊS EIXOS: Contextualização: 1. Do sujeito coletivo único para o sujeito plural 2. Da revolução para a luta pelos direitos humanos 3. Do conhecimento para o auto-conhecimento

domingo, 12 de setembro de 2010

VÉSPERA DA ÚLTIMA ETAPA DO COLÓQUIO 2010

De 20 a 25 de setembro estaremos realizando a terceira etapa do XII Colóquio Nacional e X Internacional de Educação Popular, no auditório do Colégio Notre Dame. É gratificante, para a Coordenação do evento, que a organização esteja com toda a infraestrutura já montada; com os palestrantes confirmados; com os movimentos sociais integrados; com os folders atualizados; as pastas já disponíveis e uma perspectiva relevante de público. Além disso, os temas serão desenvolvidos por pessoas experientes, conhecedoras dos problemas da educação, dos trabalhadores, dos estudantes e demais segmentos da sociedade. A pauta do colóquio deste ano está composta de participações que interessam diretamente à vida dos cidadãos, como por exemplo, a oportunidade de conhecerem os projetos educacionais dos candidatos à presidência da República e ao Governo Estadual. Todos os candidatos foram convidados. As palestras serão proferidas por estudiosos e estudantes que se preocupam com a educação, conhecedores que são da problemática do setor. Além das presenças já divulgadas, confirmou sua vinda o professor José Rodrigues Máo, Doutor em História da Revolução Cubana. O Dr. Máo é também membro da conhecida Banda Garotos Podres (vide You Tube).